O nome de Jorge Sampaoli correu o planeta nesta quinta-feira, mas não foi por futebol bonito ou resultado em campo. O técnico do Atlético-MG virou assunto internacional após perder a cabeça em uma confusão quente à beira do gramado, que terminou em provocações pessoais, empurrões e muita repercussão.
Confusão à beira do campo no Mineiro
O clima esquentou no fim do primeiro tempo do clássico entre América-MG x Atlético-MG, pelo Campeonato Mineiro. Após a anulação de um gol do Galo, Sampaoli partiu para cima da arbitragem. Do outro lado, o técnico do América, Alberto Valentim, não deixou barato.
Durante a discussão, Valentim fez gestos com as mãos, ironizando a estatura de Sampaoli, o que foi interpretado como uma provocação direta. A troca de farpas quase terminou em agressão física e só não passou disso porque seguranças intervieram rapidamente.
Sampaoli vira manchete fora do Brasil
O episódio atravessou fronteiras e virou destaque em alguns dos maiores veículos esportivos do mundo.
Na Argentina, o tradicional diário Olé estampou:
“El caliente cruce entre Sampaoli y un DT rival, que lo llamó ‘enano’”.
Na França, o L’Équipe foi direto:
“Traité de ‘nain’ par un autre entraîneur au Brésil, Jorge Sampaoli s’emporte après un match”.
Já na Espanha, o Marca deu tom dramático:
“Se burla de la altura de Sampaoli y acaba en trifulca mayúscula: ¡tuvieron que sacarlo del campo!”
Nem o Chile, onde Sampaoli é ídolo por conquistas históricas, ficou de fora:
“Lo trataron de ‘baixinho’: Jorge Sampaoli pierde el control en Brasil tras burlas del técnico rival”.
“Coisas de jogo”, dizem os técnicos
Após a partida, tanto Sampaoli quanto Alberto Valentim tentaram baixar a temperatura do episódio: “Coisas de jogo”, resumiram os dois treinadores, minimizando a confusão que já havia ganhado o mundo.
Análise: pressão, personalidade e o pavio curto de Sampaoli
Não é novidade para ninguém: Jorge Sampaoli vive o futebol no limite. Intensidade, cobrança extrema e personalidade forte sempre fizeram parte do pacote. No entanto, episódios como esse reforçam a imagem de um treinador explosivo, algo que vira munição fácil para adversários, dentro e fora do campo.
Para o Atlético-MG, o alerta está ligado. Em um time que briga por títulos, controle emocional também faz parte do jogo. Já para o rival, a provocação funcionou como gasolina no incêndio, desviando o foco do futebol para o caos.