O Palmeiras entrou pesado no mercado e fez uma oferta de R$ 154 milhões por Jhon Arias, mas o Fluminense pode atravessar o negócio e dar um verdadeiro chapéu no rival paulista nos próximos dias.
Cláusula pode mudar tudo no negócio
A situação ganhou contornos dramáticos porque o Fluminense manteve, no contrato de venda de Arias ao Wolverhampton, uma cláusula de prioridade em caso de nova proposta feita por um clube brasileiro. E foi exatamente isso que aconteceu após o Palmeiras formalizar sua investida, a comunicação chegou ao clube inglês, que avisou os cariocas.
O prazo para o Tricolor decidir se vai ou não exercer esse direito é curto: três dias, com término nesta quarta-feira (4).
Valores assustam, mas decisão está na mesa
Internamente, a diretoria do Fluminense discute a viabilidade financeira do negócio. O colombiano custaria cerca de 25 milhões de euros, valor bem superior ao que vinha sendo debatido por outros alvos do mercado, como Denis Bouanga, estimado em 15 milhões de dólares.
Há entendimento nos bastidores de que, se Arias voltar, outros reforços ofensivos de peso ficariam automaticamente descartados nesta janela.
Presidente já sinalizou intenção
No início de janeiro, o presidente Mattheus Montenegro foi claro ao abordar o tema, indicando que o clube pretende usar a cláusula contratual. O problema, porém, é o impacto financeiro de uma operação desse tamanho.
Aos 28 anos, Jhon Arias é peça importante da seleção colombiana e tem como objetivo chegar em alto nível à Copa do Mundo. No Wolverhampton, o meia-atacante soma 26 jogos, com dois gols e uma assistência, números considerados modestos para um jogador do seu potencial.
Análise: jogo de xadrez no mercado
O cenário é claro: o Palmeiras tem dinheiro, projeto esportivo forte e pressa. Já o Fluminense tem a caneta da prioridade, mas precisa decidir se vale a pena fazer um dos maiores investimentos de sua história.
Se o Tricolor bancar o retorno, será um recado direto ao mercado e um reforço que eleva o patamar do elenco. Caso contrário, o Verdão pode fechar um negócio estratégico e ainda “passar por cima” de um rival direto.
Agora é contagem regressiva.
E no futebol brasileiro, todo mundo sabe: três dias podem mudar tudo.