O clima ficou tenso nos bastidores da Toca da Raposa. A indefinição sobre o futuro de Matheus Pereira começa a incomodar a diretoria do Cruzeiro, e o risco de perder o principal jogador do elenco sem retorno financeiro assusta o torcedor.
Segundo informações do Blog do Jorge Nicola, o melhor jogador do Cruzeiro ainda não respondeu à proposta de renovação feita pelo clube. As conversas se arrastam desde março, e a promessa do empresário Eduardo Maluf era dar uma posição apenas após o fim das competições de 2025, o que não aconteceu.
Agora, a expectativa da diretoria celeste é por uma definição logo após as férias, mas o temor é real: a partir de 1º de janeiro de 2026, Matheus Pereira estará livre para assinar um pré-contrato com qualquer outro clube.
Risco de saída “de graça” preocupa a SAF
O contrato atual do meia vai até 30 de junho de 2026, o que abre a possibilidade de uma saída sem custos, cenário considerado inadmissível internamente, já que o Cruzeiro desembolsou 5 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos do jogador, junto ao Al Hilal.
Hoje, Matheus Pereira recebe cerca de R$ 2 milhões mensais, mas dinheiro não seria o problema. O dono da SAF, Pedro Lourenço, já sinalizou que aceita até igualar o salário de Gabigol, avaliado em R$ 3,45 milhões por mês, somando salário, direitos de imagem e luvas.
Promessa feita… mas com ressalvas
Um dos poucos pontos de alívio para a torcida é a promessa feita pelo camisa 10 à diretoria: “Não vou trocar o Cruzeiro por um rival da Série A sem custos.”
Mesmo assim, o sinal de alerta segue ligado. A grande preocupação é que o jogador esteja aguardando propostas do futebol europeu. Matheus Pereira e sua esposa já manifestaram o desejo de voltar a morar na Europa, especialmente em uma grande liga.
Análise: jogo duro e relógio contra o Cruzeiro
O Cruzeiro vive um clássico dilema de mercado. Tem um craque valorizado, dinheiro em caixa e vontade de renovar, mas enfrenta o tempo como inimigo. Quanto mais a definição demora, maior o poder de barganha do jogador e maior o risco de frustração para a torcida.
Se a renovação não avançar nas próximas semanas, o clube pode ser forçado a vender agora ou correr o risco de ver seu principal nome sair de graça. Em um cenário de reconstrução e ambição esportiva, perder Matheus Pereira seria um gol contra fora de campo.