Fortaleza está devendo até às calças e é processado por calote

O Fortaleza está no centro de uma polêmica financeira e agora enfrenta um processo do Palmeiras na CNRD. A cobrança gira em torno de uma dívida milionária envolvendo a negociação do zagueiro Gustavo Mancha para o Olympiacos, da Grécia.

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Dívida milionária e atraso nos pagamentos

Segundo apuração da reportagem, a venda de Gustavo Mancha em agosto de 2025 foi fechada por 4,5 milhões de euros (R$ 28,3 milhões). O Palmeiras, clube que revelou o atleta, tinha direito a 30% do valor, percentual mantido na negociação com o Fortaleza em março de 2024.

O problema começou quando o Fortaleza, através da empresa Laion, atrasou repasses ao Verdão. As duas primeiras parcelas, somando 825 mil euros (R$ 5,092 milhões), só foram pagas um mês depois do combinado. A terceira parcela de 750 mil euros (R$ 4,629 milhões) também não teve o repasse integral de 225 mil euros (R$ 1,389 milhão), conforme deveria.

Palmeiras recorre à CNRD

Diante da falta de pagamento, o Palmeiras notificou oficialmente o Fortaleza em 2 de dezembro, ainda sob gestão de Marcelo Paz, dando 10 dias para quitação. Quando isso não ocorreu, o Verdão tentou estender o prazo e até ofereceu parcelamento, mas a empresa Laion não respondeu.

Resultado: o clube paulista decidiu entrar na CNRD para cobrar a dívida. No total, além dos 225 mil euros atrasados, ainda há 300 mil euros (R$ 1,851 milhão) pendentes da transferência de Mancha, com próxima parcela de 150 mil euros (R$ 926,5 mil) prevista para 15 de março.

Mais pendências no horizonte

Além de Gustavo Mancha, o Fortaleza também terá que repassar ao Palmeiras 50% do valor da venda de Breno Lopes para o Coritiba. O atacante foi negociado por R$ 15 milhões, o que garante ao Verdão R$ 7,5 milhões.

Análise: crise administrativa

O episódio expõe falhas na gestão financeira do Fortaleza e pode afetar credibilidade do clube em negociações futuras. Atrasos em repasses internacionais e falta de resposta a acordos oficiais podem dificultar novas contratações e gerar desconfiança de investidores e clubes parceiros.

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